Ask

7 de Abril de 2005
Esta compulsão da escrita... da partilha... Esta compulsão da procura. A língua inglesa tem uma boa palavra, simples, eficaz, curta e objectiva para definir o sentido desta demanda: ASK. Apetece-me dizer ASK SEMPRE. Não é a Verdade, não é a demanda do Sentido da Vida - para esse tenho o dos Monty Python -, é mais um acumular de tensões que jorram pela ponta de uma caneta. Deslize Freudiano? Concerteza. Não seja a escrita um prazer e sofrimento como todo o amor que assim se chame... Dizem coisas acerca do acto criativo, complexidades a que sou alheio. Não sou escritor, sou antes um debitador de caracteres à velocidade permitida por dois dedos indicadores e um médio, por norma desatento e a quem demasiadas vezes a realidade parece um sonho estapafúrdio de contrasensos e desentendimentos. A realidade não é harmoniosa, nem eu quero que o seja. Não pode ser resumida a uma linha, acreditemos no que acreditarmos. Não pode ser escrita. Não interessa. ASK.

Comments:
eu chamo-lhe terapia (à escrita)...

quase hemodialise.

Doi tantas vezes!

um beijo

Van
 
exacto! e nem sequer cura... umas vezes é panaceia para a dor, outras prolonga a agonia...

beijo.
 
Boa tarde, porta a porta (abertas ambas)!

Obrigada :)

Quando ha uns dias te deixei o comentario, estava mesmo boquiaberta, como era possivel?!

principalmente o fim, percebes?

É bom não nos sentirmos sós e sabermos que a salvação principia e parte de nós, das nossas escolhas e do facto de nos mantermos abertos ao fluxo da vida.

Um beijo e um bom fim de semana!

Van
 
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